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Capa O Doutor

Disponibilizado o livro O Doutor e outros contos incorretos, clique aqui para acessá-lo. Boa leitura!

Um novo livro acaba de ser disponibilizado: Linguagem, Discurso e Poder (2009).

Abaixo a capa. Para acessar o arquivo, clique aqui.

capa linguagem

Nota Comando Local de Greve

NOTA DE ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE ACADÊMICA DA UFG
A nossa greve está consolidada. Deflagrada em julho e reafirmada em assembleia histórica, com a presença de 627 professores, no dia 05/08/2015 no Centro de Cultura e Eventos do Campus II, seus fundamentos são os mais sólidos possíveis.
O corte de verbas para todo o sistema de ensino superior do país trouxe de volta o fantasma do sucateamento; ao mesmo tempo, o arrocho salarial, embutido na proposta do governo para o conjunto dos funcionários públicos federais, anuncia uma acentuada precarização das relações de trabalho para os próximos anos. Tal situação se agrava com a inflexibilidade que caracteriza a postura do governo nas negociações.
Esta situação se reflete diretamente no cotidiano da UFG. As atividades de graduação e pós-graduação estão ameaçadas em seu funcionamento básico e em sua qualidade. Atualmente, mais de 30 universidades e institutos federais estão paralisados. O Comando Local de Greve, instituído na última assembléia, é responsável pela coordenação da mobilização frente à comunidade acadêmica e conclama todos a participar deste movimento.
Acreditamos que a greve é justa, legítima e é hora de lutar. Não aceitem pressões! Não tenham medo!
Comando Local de Greve – UFG/2015
O Significado do Natal

 

Nildo Viana
Se olharmos no dicionário, veremos que o natal é uma festa cristã realizada no dia 25 de dezembro, cujo objetivo é comemorar o nascimento de Jesus Cristo. Logo, o significado do natal é puramente religioso, cristão. No entanto, uma análise histórica e crítica nos revela que as coisas não são bem assim. O natal sofreu mudanças de significado no decorrer da história da humanidade e é isto que iremos colocar no presente texto.
O natal foi, em sua origem, uma festa pagã. Como sabemos, o paganismo é uma doutrina religiosa politeísta que era predominante antes da era cristã. As festas pagãs de Saturnália (17 a 24 de dezembro) e Brumália (25 de dezembro) faziam parte da cultura popular na Roma Antiga (e na região da Pérsia) e foram substituídas pelo natal cristão. Na Brumália, o nascimento de Júpiter (também chamado Mitra), o Deus-Sol, era comemorado no dia 25 de dezembro e se chamava Mitraica. Apesar disto, a festa em si não tinha caráter religioso e sim “mundano”.
A maioria dos símbolos do natal também possui origem pagã. A origem da árvore de natal possui duas hipóteses: para uns, ela foi introduzida como símbolo da festa por Martinho Lutero, um dos principais arquitetos da reforma protestante (Século 16); para outros, sua origem se encontra na mitologia babilônica, segunda a qual Ninrode (filho de Cam, neto de Noé), depois de morto, gostava de receber presentes debaixo de uma árvore, no dia do seu aniversário, dia 25 de dezembro. Se a hipótese verdadeira for a segunda, a árvore de natal também teria origem pagã.
As velas constituíam uma tradição pagã, pois eram acesas durante o crepúsculo para homenagear o Deus romano Júpiter. A guirlanda, coroa verde com fitas e bolas coloridas, fazia parte dos costumes populares para decorar edifícios.
O Papai Noel tem sua origem na lenda de Nicolau, Bispo de Mira, Século 5. A lenda diz que ele presenteava, em segredo, três crianças de uma família pobre, todos os anos, no dia 06 de dezembro. No entanto, a mitologia babilônica de Ninrode, citada anteriormente, já colocava a oferta de presentes, mas que era feita para a “divindade” e não para crianças pobres. Outras versões do Papai Noel existiram, tal como a expressa no conto popular russo Babushka. O conto relata a história de Babuskha, uma velhinha que foi convidada pelos três reis magos para ir à Belém ver o Menino Jesus que havia acabado de nascer e que recusou o convite devido ao frio intenso que fazia naquela noite. No dia seguinte, ela juntou presentes para o Menino Jesus, mas como não sabia o caminho e os três anciãos já haviam partido, partiu procurando-o sem nunca encontrá-lo, mas deixando para todos os meninos que encontrava um brinquedo como presente de natal. O Papai Noel tem diversos nomes (e formas) em países diferentes. Na Alemanha, é Kriss Kringle (“criança de cristo”); na França, é Pere Noel; Nos Estados Unidos e Canadá é Santa Claus (devido à origem lingüística holandesa, derivada de São Nicolau); na Inglaterra é Father Christmas; na Costa Rica, Colômbia, algumas partes do México, é El Niño Jesus; em Porto Rico ele é substituído pelos Três Reis Magos (Melchior, Baltazar e Gaspar); na Suécia é Jultomten; na Holanda, Kerstman; na Finlândia, Joulupukki; na Rússia, é Grandfather Frost ou Babushka; na Itália é Befana ou Babbo Natal; em Portugal é Papai Natal (Noel é o mesmo que natal); no Japão é Jizo e na Dinamarca é Juliman. O Papai Noel recebe nomes diferentes em países diferentes, mas em alguns recebe “formas” e origens diferentes, tal como em Porto Rico (três reis magos), na Rússia (Babushka) e na Itália (Befana, uma bruxa que desce pela chaminé e entrega presentes).
A questão do presente é mais complexa. Na verdade, o natal se apresenta, na atualidade, como uma troca de presentes entre adultos e no ato de presentear crianças. No mito babilônico há oferta de presente para a divindade; enquanto que na lenda de São Nicolau e Babushka, há oferta de presentes para crianças. Mas sua origem parece estar ligada à cultura popular pagã, pois a troca de presentes era um costume tanto na Mitraica quanto na Saturnália.
De tudo isto que vimos, podemos dizer que o natal tem sua origem numa festa pagã. Esta festa pagã se converteu em festa cristã a partir do século 4, quando Constantino, Imperador Romano convertido ao cristianismo, transformou o dia do Deus-Sol em dia do nascimento de Cristo (cuja data exata é desconhecida). Tal como coloca o historiador das religiões Mircea Eliade, “desde o princípio, o cristianismo sofreu influências múltiplas e contraditórias, sobretudo as do gnosticismo, do judaísmo e do ‘paganismo’”. Ele acrescenta que os padres da Igreja “cristianizaram os símbolos, ritos e os mitos asiáticos e mediterrânicos ligando-os a uma história santa” .
A Igreja Romana introduziu o natal como festa cristã, pois a hegemonia do cristianismo surgiu num terreno dominado por uma cultura popular, de forte influência pagã, que ela não podia simplesmente descartar, já que isto provocaria resistência à doutrina cristã. Desta forma, a Igreja Romana buscou assimilar a cultura popular e cristianizá-la, fornecendo, assim, um significado cristão a uma festa pagã, mas, ao mesmo tempo, mantinha grande parte de suas características e assim fazia uma concessão necessária para facilitar sua aceitação.
Desta forma, o significado original do natal era mundano, de caráter pagão, ou seja, orientado para os prazeres da alimentação farta, alegria, etc. A Igreja Romana forneceu uma ressignificação do natal, dando-lhe um significado religioso. Este significado predominou durante toda a Idade Média, período em que a religião cristã dominou absoluta no mundo feudal ocidental, embora tenham sobrevivido alguns resquícios da influência pagã na cultura popular.
No entanto, um novo significado passaria a ser atribuído ao natal na Idade Moderna, ou seja, na sociedade capitalista. O significado religioso permanece, mas é, em alguns aspectos, relegado a segundo plano, e, em outros, é assimilado pelo novo significado que adquire.
Qual é este novo significado do natal? É o significado mercantil. O natal se torna uma grande festa consumista, amplamente explorada pela publicidade. O significado mercantil assimila o significado religioso e transforma o sentido dos símbolos natalinos. O fundamental passa a ser o presente e a figura preponderante passa a ser o Papai Noel, um velhinho que distribui presentes para todas as crianças (e não apenas para as pobres, como originalmente) sem nenhuma justificação. Este personagem vem apenas para apresentar como natural e universal algo que é constituído histórica e socialmente e que serve a interesses “ocultos”.
A troca de presentes se torna generalizada e tem atrás de si um conjunto de interesses: oferece-se um presente em troca de outro presente ou então de um favor, ou, ainda, de algo que revela um interesse oculto. Uma pessoa pode dar um presente para outra visando receber outro presente em troca e tal troca pode representar uma posição social ou status (o valor financeiro do presente varia com a posição do indivíduo na hierarquia social). Um presente pode ser oferecido a um subalterno esperando que ele retribua não com outro presente, mas sim com gratidão, trabalho, dedicação (é o caso, por exemplo, das empresas que fornecem “cestas de natal” aos funcionários).
O presente pode ser oferecido pelo subalterno ao seu superior, esperando, em troca, um presente melhor (devido suas “posses”), benevolência ou qualquer outra vantagem (devido seu “poder”). O bajulador é o principal distribuidor de presentes.
Por fim, o presente pode ser expressão de afetividade: presenteia-se a quem se gosta e, se ele for um “igual” (adulto), espera-se que ele retribua sob a mesma forma, e, se for uma criança, espera-se a retribuição em forma de afetividade ou gratidão. O problema aparece, neste último caso, devido ao fato de que o processo de mercantilização das relações sociais cria em muitas pessoas a idéia de que o presente é equivalente ao amor e não apenas uma forma, entre inúmeras outras, sob a qual ele se manifesta. Realiza-se, assim, uma inversão entre o símbolo (presente) e o simbolizado (amor), no qual a primazia passa a pertencer ao primeiro em detrimento do segundo. Desta forma, não receber um presente aparece como o mesmo que não ser amado. Cria-se, assim, o fetichismo do presente.
As crianças são treinadas para viver nesse mundo mercantil desde cedo: em uma idade em que não possuem recursos financeiros para dar presente, um adulto lhe fornece dinheiro para comprá-lo e entregá-lo, principalmente no Dias das Mães e dos Pais, mas também no natal (há casos em que os pais dão dinheiro para os filhos comprar presentes para eles mesmos ou para o outro – o pai para a mãe ou vice-versa…). A publicidade, os costumes, cria na criança uma expectativa de ganhar presente. No natal, para o imaginário infantil, é um dia para se ganhar presente.
O processo de troca de presentes na sociedade capitalista existe durante o ano inteiro (aniversário, dia da criança, dias dos namorados, dia dos pais, dia das mães, etc.) mas se intensifica no natal. No dia do aniversário, apenas o aniversariante ganha presente; no dia das crianças, apenas as crianças e assim por diante. No natal, a troca de presentes (mercadorias) se torna generalizada.
Os meios de comunicação e a publicidade se encarregam de inculcar nas pessoas a necessidade de receber e dar presentes. O desejo de receber presente tem sua fonte na idéia transmitida pela publicidade e pelos meios de comunicação de que ele é um equivalente do amor ou então devido a interesses de aquisição de bens e vantagens. O desejo de dar presentes é produto tanto da publicidade quanto da pressão social (aquele que não dá presente não ama…) que, caso não seja efetivado, produz remorso (sentimento de culpa) no indivíduo.
Assim, o capitalismo manipula sentimentos e produz valores visando aumentar o mercado consumidor. Todos sabem que no fim de ano, devido ao natal e ao ano novo, há um aquecimento nas vendas e no processo de produção em alguns setores, nos quais alguns setores do comércio e indústria são extremamente beneficiados (indústria e lojas de brinquedos, por exemplo). Outros costumes e desejos são fabricados, como a “ceia de natal”, decoração, determinados alimentos, etc. Numa sociedade onde houve a “mercantilização de tudo” , isto tudo se torna mercadoria (presente, alimento, decoração, roupa, etc.) e se tornam necessidades fabricadas pelo capitalismo visando a reprodução ampliada do mercado consumidor. Isto recebe incentivo através do 13o salário e dos empregos temporários da época. Resta, para aqueles que não possuem dinheiro para realizar o ato fundamental do natal atual – comprar –, a insatisfação manifestada sob as mais variadas formas (tristeza, conflitos familiares, etc.).
O natal também possui um significado de produzir uma pseudestesia coletiva de alegria. O clima de festividade, mesclado com o consumismo e mensagens religiosas de harmonia e paz, provoca uma falsa sensação de alegria – para aqueles que se inserem no mercado consumidor – que logo se dissipa e é substituído pela dura realidade da vida cotidiana, com todos os seus conflitos e dilemas.
Desta forma, o natal ganha um significado predominantemente mercantil na sociedade contemporânea e os apelos para a recuperação de seu sentido religioso só possuem ecos em círculos restritos, nos quais a religiosidade ainda é importante. Assim, o natal revela ser aquilo que Marx afirmou ser a religião, pois ele revela ser a expressão e, ao mesmo tempo, a “dignidade espiritualista”, a “sanção moral”, o “complemento solene”, o “consolo” e a “justificação” deste mundo mercantil e coisificado. A superação da pseudestesia coletiva de alegria que é o natal, a falsa alegria, deve, pois, ser substituída pela verdadeira alegria, que vai muito além da coleção de mercadorias e presentes ou de apelos hipócritas a uma religiosidade silenciada pelo reino da mercadoria. O natal é expressão deste mundo e a superação deste é o meio necessário para a superação da pseudestesia natalina. Desta maneira, as flores imaginárias que enfeitam nossa prisão e nos consolam para continuar nela, uma vez descobertas, deverão ser arrancadas para que no lugar delas possam brotar flores verdadeiras, pois somente assim a alegria imaginária será substituída pela alegria real.
Artigo publicado no livro: VIANA, Nildo (org.). Psicanálise, Capitalismo e Cotidiano. Goiânia, Edições Germinal, 2002.
Sobre o autor:
Nildo Viana – Graduado em Ciências Sociais, Especialista e Mestre em Filosofia, Mestre em Sociologia/UnB; Doutor em Sociologia/UnB. Professor da Universidade Estadual de Goiás e autor de diversos artigos e livros, entre os quais Escritos Metodológicos de Marx (Goiânia, Edições Germinal, 1998/2001); A Questão da Causalidade nas Ciências Sociais (Goiânia, Edições Germinal, 2001); A Filosofia e Sua Sombra (Goiânia, Edições Germinal, 2000); Inconsciente Coletivo e Materialismo Histórico (Goiânia, Edições Germinal, 2002); Violência Urbana: A Cidade Como Espaço Gerador de Violência (Goiânia, Edições Germinal, 2002); Universo Psíquico e Reprodução do Capital – Ensaios Freudo-Marxistas (São Paulo, Escuta, 2008); O Capitalismo na Era da Acumulação Integral (São Paulo, Idéias e Letras, 2009); A Concepção Materialista da História do Cinema (Porto Alegre, Asterisco, 2009).

http://informecritica.blogspot.com.br/2010/12/o-significado-do-natal.html

Chamada de artigos para o dossiê temático:
GERAÇÕES: juventude e velhice na sociedade moderna
Org.: Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luís Antonio Groppo (UNISAL/SP), Nildo Viana (UFG/GO) e Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO)
A
revista SOCIEDADE E CULTURA torna pública a chamada de artigos para o
dossiê temático “Gerações: juventude e velhice na sociedade moderna”,
organizado pelos profs. Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luís Antonio Groppo
(UNISAL/SP), Nildo Viana (UFG/GO), Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO).
A publicação é prevista para o v. 17, n. 1, 1º semestre de 2014.
Serão
aceitos artigos escritos em português, inglês ou espanhol, que estejam
em conformidade com as normas da revista (disponíveis em
www.revistas.ufg.br/index.php/fchf), e que digam respeito ao tema
proposto pelo/a/s organizador/a/s, assim formulado:
As
gerações se encontram entre os temas em evidência na contemporaneidade e
o seu conceito comporta múltiplas significações. De acordo com o
“olhar” recortado de cada campo de conhecimento ou instituição, elas
adquirem contornos que lhes dão conformidade e permitem que sejam
identificadas, reconfiguradas, normatizadas, tendo como centralidade
temporal os ciclos de vida. Na sociologia, o esforço teórico para
apreendê-las como um objeto de investigação tem sido considerável, com
destaque para as reflexões teóricas de Karl Mannheim, que de certo modo
apresenta à sociologia uma conceituação mais próxima ao conhecimento
desse campo científico. Não obstante, do ponto de vista sociológico, o
debate teórico e conceitual se encontra em aberto, exigindo atenção e
rigor cada vez maior, na medida em que a complexidade da sociedade
contemporânea insere novos problemas, tornando mais fluidos os recortes
temporais dos ciclos de vida. Esse dossiê se propõe a continuar o
salutar debate em curso, a partir de duas fases distintas do processo
geracional: a juventude e a velhice. O tema da juventude vem ganhando
cada vez mais espaço nas discussões sociológicas. Ao lado da produção
mais antiga, novas abordagens e pesquisas passaram a ser realizar,
principalmente a partir dos anos 1960 e ganhando novo impulso a partir
do início do novo século, o que está relacionado com a mobilização
juvenil e estudantil gestada nesse período. As culturas e grupos
juvenis, suas lutas e manifestações sociais, suas condições de vida e
envolvimento com outros setores da sociedade, tais como escola, meios de
comunicação, políticas públicas, são alguns dos temas específicos mais
desenvolvidos nessa área. A velhice é a mais recente das gerações a se
inserir no campo de investigação sociológica. Sua irrupção resulta da
longevidade que tem caracterizado a sociedade contemporânea nas últimas
décadas, trazendo à tona a existência social de uma geração até então à
margem, e que tem ocupado um espaço crescente na estrutura etária,
trazendo novas necessidades e exigindo cuidados próprios de um ciclo de
vida que, em si, evoca a preservação dos valores, a memória e a tradição
de uma dada sociedade. 
As contribuições
devem ser enviadas diretamente para os organizadores, através dos
e-mails: nildoviana@ymail.com e freitas@cienciasociais.ufg.br (ou
através do portal da revista).
Prazo para o envio: 20 de novembro de 2013.
Além
dos artigos para o dossiê, SOCIEDADE E CULTURA também recebe, em fluxo
contínuo, outras contribuições: artigos sobre temas diversos, notas de
pesquisa, resenhas de livros relevantes nas ciências sociais. Tais
textos devem ser enviados aos editores da revista, conforme os meios
indicados nas normas para submissão.
Convocatoria de artículos para dossier temático sobre
GENERACIONES: juventud y vejez  en la sociedad moderna
Org.: Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Silva Viana (UFG/GO) e Revalino Antonio de Freitas (UG/GO)
La
revista SOCIEDADE E CULTURA torna pública la convocatoria de artículos
para el dossier temático “Generaciones: juventud y vejez en la sociedad
moderna”, organizado por los profes. Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz
Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Viana (UFG/GO) Revalino Antonio de
Freitas (UFG/GO). La publicación está prevista para el volumen  v. 17,
n. 1, 1º semestre de 2014.
Serán aceptados artículos escritos en
portugués, inglés o español, que estén en conformidad con las normas de
la revista (consultar en: www.revistas.ufg.br/index.php/fchf), y que se
circunscriban al tema propuesto por los organizadores, así formulado:
Las
generaciones se encuentran entre los temas en evidencia en la
contemporaneidad y su concepto comporta múltiples significados. Bajo un
“mirar” recortado en cada campo del conocimiento o institución, ellas
adquieren contornos que les dan conformidad y permiten que sean
identificadas, reconfiguradas, normatizadas, teniendo como centralidad
temporal los ciclos de la vida. En la sociología, el esfuerzo teórico
para aprehenderlas en cuanto objeto de investigación, ha sido
considerable, con énfasis para las reflexiones teóricas de Karl
Mannheim, que de cierto modo presenta a la sociología una
conceptualización más próxima al conocimiento de esa campo científico.
Sin embargo, el debate teórico y conceptual se encuentra abierto,
exigiendo atención y rigor cada vez mayor, en la medida en la
complejidad de la sociedad contemporánea insiere nuevos problemas,
tornando más fluidos los recortes temporales de los ciclos de la vida.
Este dossier, se propone continuar el saludable debate en curso, a
partir de dos fases distintas del proceso generacional: la juventud y la
vejez. El tema de la juventud viene ganando cada vez más espacio en las
discusiones sociológicas. Al lado de la producción más antigua, nuevos
abordajes e investigaciones pasaron a ser realizadas, principalmente a
partir de los años 1960 para luego ganar impulso a partir de inicio del
nuevo siglo, y que está relacionado con la movilización juvenil gestada
en ese periodo. Las culturas y grupos juveniles, sus luchas y
manifestaciones sociales, sus condiciones de vida y envolvimiento con
otros sectores de la sociedad, tales como la escuela, medios de
comunicación políticas públicas, son algunos de los temas específicos
más desarrollados en esa área. La vejez es la más reciente de las
generaciones a incorporarse en el campo de la investigación sociológica.
Su irrupción resulta de la longevidad que ha caracterizado a la
sociedad contemporánea en las últimas décadas, tornando visible la
existencia de una generación hasta entonces al margen, y que ha ocupado
un espacio creciente en la estructura etaria trayendo nuevas necesidades
y exigiendo cuidados propios de un ciclo de vida que, en sí, evoca la
preservación de los valores, la memoria y la tradición de una dada
sociedad.
Las contribuciones deben ser enviadas
directamente para los organizadores a través de los e-mails:
nildoviana@ymail.com y freitas@cienciassociais.ufg.br. (o a través del
sitio http://www.revistas.ufg.br/index.php/fchf)
Plazo para envío: 20 de noviembre de 2013.
Además
de los artículos para el dossier, SOCIEDADE E CULTURA también recibe,
en flujo continuo, otras contribuciones: artículos sobre diversos temas,
notas de investigación, reseñas de libros relevantes en las ciencias
sociales. Tales textos deben ser enviados a los editores de la revista,
conforme los medios indicados en las normas de edición.
Call for papers for thematic dossier:
GENERATIONS: youth and old age in modern society
Org.:
Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Silva
Viana (UFG/GO) and Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO)
SOCIEDADE
E CULTURA  (CULTURE AND SOCIETY) publicly announces a call for papers
for the thematic dossier ” Generations: youth and old age in modern
society”, organized by the scholars Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz
Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Silva Viana (UFG/GO) and Revalino
Antonio de Freitas (UFG/GO)
The v. 17, n. 1, is expected to be released by early 2014.
Articles
written in Portuguese, English or Spanish are accepted in conformity
with the journal submission guidelines (available in
www.revistas.ufg.br/index.php/fchf), in accordance to the theme proposed
by the organizers, as follows:
The generations are among the
topics highlighted in the contemporaneity and its concept involves
multiple meanings. According to the “look” cut off from each field of
knowledge or institution, they acquire contours that give them
conformity and allow them to be identified, reconfigured, normalized,
and having the life cycles as its temporal centrality. In sociology, the
theoretical effort to understand it as an object of research has been
considerable, with emphasis on the theoretical reflections of Karl
Mannheim, which somehow presents to sociology a conceptualization closer
to this scientific field. However, from the sociological standpoint
this conceptual and theoretical discussion remains open, requiring
attention and increasing accuracy, to the extent that the complexity of
contemporary society brings new problems, making more fluid the temporal
approaches of life cycles. This dossier aims to continue this salutary
debate, from two different stages of the generational process: youth and
old age. The Youth is gaining more and more space in sociological
discussions. Along with the oldest production, new approaches and
researches began to be carried out, mainly from the 1960s and gaining
new momentum from the beginning of the new century, which is related to
youth and student mobilization gestated during this period. Cultures and
youth groups, their struggles and social manifestations, their living
conditions and involvement with other sectors of society, such as
school, media, public policy, are some of the more specific themes
developed in this area. Old age is the most recent generation category
to enter the field of sociological research. Its irruption is the result
of longevity that has characterized contemporary society in recent
decades, bringing to the fore the social existence of a generation that
had been left, and it has occupied an increasing space in the age
structure, bringing new needs and requiring proper care of a lifecycle
which itself evokes the preservation of values, memory and tradition of a
given society.
Contributions should be sent directly
to the organizers via e-mail: nildoviana@ymail.com and
freitas@cienciassociais.ufg.br (or at journal’s website
http://www.revistas.ufg.br/index.php/fchf)
Deadline for submission: November 20th, 2013.
SOCIEDADE E CULTURA  (CULTURE
AND SOCIETY) is an open access, peer-reviewed journal published by
Faculdade de Ciências Sociais of the Universidade Federal de Goiás,
Brazil.  S&C is published in both print and online versions.
In
addition of papers for the dossier, the journal is continuously
receiving other contributions: papers on various subjects, research
notes, and reviews on relevant books in social sciences.  Papers must be
sent to the journal editors according to submission guidelines (see at:
www.revistas.ufg.br/index.php/fchf).

VIANA, Nildo. Quadrinhos e Crítica Social. O Universo Ficcional de Ferdinando. Rio de Janeiro: Azougue, 2013.

Abaixo sinopse, orelha e sumário.

O livro ‘Quadrinhos e Crítica Social’ analisa o universo ficcional de Ferdinando utilizando uma base teóricometodológica. O livro tem como méritos a elaboração de uma base teórica para análise dos quadrinhos através de sua relação com a sociedade; o desenvolvimento de um método de análise das HQ; a análise das formas de manifestação de crítica social; a análise do universo ficcional de Ferdinando e algumas de suas principais histórias nas quais emergem criaturas fantásticas que provocam uma desordem social.



´

 

Sumário
Pág.
Prefácio: Para uma Sociologia das Histórias em
Quadrinhos
Introdução………………………………………………………………………………………
  04
0
Quadrinhos e
Sociedade…………………………………………………………………..
09
Método Dialético e Análise dos
Quadrinhos………………………………………..
24
Ferdinando, Quadrinhos e Crítica
Social……………………………………………
46
O Universo Ficcional de Ferdinando………………………………………………….
64
Shmoos, Kigmeus e outras Criaturas Fantásticas –
O Extraordinário e a Crítica
Social………………………………………………………………………………….
71
Considerações
Finais……………………………………………………………………….
93
Referências……………………………………………………………………………………..
96

 

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=42142700&sid=01256918115510349185882211

 

 

 

CEAS 2013

 

 

 

 

O curso de extensão à distância “Autogestão Social” será realizado de setembro a dezembro de 2013.

O coordenador e professor responsável é Nildo Viana (UFG), contando com a colaboração dos professores Edmilson Marques (UEG), Leonardo Proto (UEG) e Maria Angélica Peixoto (IFG) e dos estudantes Alessandro Macedo Barbosa (UFG) e Gabriel Teles Viana (UFG).

O curso será realizado sob forma virtual, utilizando a plataforma Moodle e seus recursos (fóruns, chat, arquivos, vídeos, etc.) e terá carga horária de 64 horas.

O curso será dividido em quatro módulos. Abaixo mais alguns detalhes do curso:

 

PROPOSTA DE CURSO DE EXTENSÃO À DISTÂNCIA:

Autogestão Social

 

Proponente: Dr. Nildo Viana

Período: De 02 de setembro a 20 de dezembro de 2013

Forma: através da Plataforma Moodle

Carga Horária: 64 horas.

Valor: R$ 50,00

Vagas: 60

Requisitos: Conexão com internet, disponibilidade de horário (4 horas semanais), domínio mínimo de computador (digitação, uso da internet).

Inscrição: de 20 de agosto até 02 de setembro.

Pré-inscrição, Inscrição e mais informações, clique aqui.

 

Objetivos: O curso tem como objetivo proporcionar um debate em torno da autogestão social, buscando trabalhar o conceito de autogestão, algumas das principais teorias da autogestão, algumas das mais importantes experiências históricas, a relação entre autogestão e outras formas de organização, entre outras questões complementares e derivadas que são importantes para compreender esta temática.

 

Justificativa: A autogestão é um tema amplamente discutido nos dias atuais, sob perspectivas diferentes. Para alguns, a autogestão é uma forma de gestão de empresas; para outros é uma forma cooperativa na qual os trabalhadores gerem sua produção; já outros pensam que é uma forma radicalmente diferente de organização social, um projeto de sociedade pós-capitalista. O estudo e o aprofundamento do debate em torno destas questões se tornam fundamentais, pois sem uma consciência da realidade qualquer atividade política pode se revelar trágica, ou seja, ela pode ter um objetivo, mas o meio que se busca para atingi-lo acaba produzindo outra coisa que não se esperava. Daí a necessidade de aprofundamento do debate sobre as questões fundamentais de nossa época, entre as quais a questão da autogestão social.

 

 

Metodologia: o curso se realizará em 04 meses e será realizado através de exposição e espaço para debates com os participantes sob forma virtual, através da Plataforma Moodle. Nesse ambiente virtual, diversos recursos serão utilizados, tais como textos, vídeos, fóruns de debate, chats, wiki, entre outras. O curso será ministrado a partir de uma bibliografia básica que será objeto de discussão em fóruns e chats, tendo quatro módulos, discutindo eixos temáticos relacionados e complementares. A equipe executora será composta por um professor, responsável geral, e mais… professores que irão contribuir nas discussões e apoio aos estudantes, além de incentivar o debate e outras formas de atuação. A avaliação será realizada através de quatro questionários para cada módulo ou um ensaio de dez a vinte laudas, a ser escolhido pelo aluno.

 

MÓDULOS:

·      Teorias da Autogestão

·      Experiências Autogestionárias.

·      Autogestão e outras formas de organização.

·      Organização dos Trabalhadores, Conselhos e Autogestão Social.

QUADRINHOS E SOCIEDADE – UMA INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

(Minicurso no III Simpósio Internacional de Ciências Sociais-UFG/FCS)

 

Minicurso quadrinhos 2013 1

 

Para acessar e fazer sua inscrição, clique aqui.

CONFLITOS E MOVIMENTOS SOCIAIS NA SOCIEDADE MODERNA,

(GT durante III Simpósio Internacional de Ciências Sociais/FCS-UFG).

gt conflitos e ms

Para acessar e fazer sua inscrição, clique aqui.